Matéria Nº 3 – 15/01/2026


Sincretismo Religioso ocorre quando duas ou mais crenças, doutrinas, práticas ou elementos religiosos se unem, se misturam, formando assim uma nova religião ou uma nova crença, ou também quando uma delas se divide, formando outras diretrizes com os seus próprios princípios. Podemos até dizer que é uma reinterpretação de uma divisão ou da junção de duas ou mais culturas religiosas.
Mas quando tudo isso começou? As pesquisas mostram que aconteceu antes do surgimento da escrita! Entre parte da verdadeira história, um dos relatos é que por volta de 4000 a.C. surgiram as primeiras ideias religiosas na Mesopotâmia, onde cultos às forças da natureza eram realizados. Porém, não existe uma informação mais clara sobre isso, apesar de os sumérios estarem nessa região e terem sido um dos primeiros povos a se estabelecer ali, bem antes disso, e inventarem a escrita; essa revolução de registrar coisas só ocorreu cerca de 500 anos depois, por volta de 3200 a.C..
Um relato comprovado de sincretismo religioso na antiguidade foi no mundo romano, a partir de cerca de 500 a.C., onde eles associaram seus deuses aos deuses gregos: Júpiter a Zeus, Minerva a Atena, Netuno a Poseidon, Vênus a Afrodite, e assim por diante. Essa junção de duas crenças facilitou muitas coisas na época, como a tolerância religiosa, a convivência harmoniosa entre dois povos distintos nos aspectos políticos e, principalmente, no comércio naquela região.
Um pouco antes disso, por volta de 3100 a.C. até a derrota de Cleópatra em 30 a.C., na batalha de Alexandria, existiu um período conhecido como Egito Antigo, onde muitos relatos de sincretismo religioso também foram realizados.
No período helenístico, coincidindo com o final do período mencionado acima, entre 323 a.C. e 31 a.C., também existem relatos de sincretismo religioso. Houve muitas fusões culturais entre o Ocidente e o Oriente!
Agora, como um marco na história do sincretismo religioso, está o nascimento de Cristo! Devido a esse acontecimento, e apesar de muitos teólogos e historiadores afirmarem que ele pode ter nascido em outra época e que nem isso está escrito na Bíblia, o dia 25 de dezembro ficou marcado como o dia do nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus! Não só a data, definida como Natal somente no século IV, mas muitos costumes que vemos até hoje vieram de outras culturas, como os enfeites típicos das portas das casas e mesas de refeições, a árvore decorada e o famoso Papai Noel. Tudo veio de outras crenças, não da cristã.
Dessa religião que surgiu com o nascimento de Cristo veio a crença em Jesus Cristo, Filho de Deus e o Messias que muitos aguardavam: aquele que morreu na cruz para a remissão dos pecados, ressuscitou no terceiro dia e teve uma vida inteira de ensinamentos, logo descritos nas páginas da Bíblia, as palavras de Deus.
A partir desse momento, houve um aumento significativo de religiões por todo o mundo, seja pelo sincretismo religioso propriamente dito, seja por motivo de separação — que também pode ser considerado uma forma de sincretismo, pois carregam alguns ensinamentos —, como, por exemplo, a Igreja Ortodoxa, que, por motivos de diferenças culturais e políticas, disputa de autoridade e divergência teológica, se separou da Igreja Romana; porém, ambas tinham “Católica Apostólica” em seus nomes.
Com esse fato histórico, conhecido como o Grande Cisma do Oriente, devemos lembrar que antes houve o surgimento da Igreja Católica Romana, onde tudo isso começou.
Ao longo dos tempos, vieram outras religiões, como o protestantismo, se dividindo em luteranismo, calvinismo, anabatismo e anglicanismo, donde deste último se originaram a Igreja Batista e o metodismo.
Para finalizar mais alguns exemplos de ramificações ou movimentos ligados ao cristianismo, temos o pentecostalismo, o neopentecostalismo, o adventismo, as que se denominam no termo “reconstrucionismo”, que buscam restaurar o cristianismo primitivo, e as chamadas RCC, Renovação Carismática Católica.
Como um último exemplo de sincretismo religioso — não por ser menos importante, pelo contrário —, fez parte de um marco na história do descobrimento do Brasil, no que diz respeito aos escravos, dentre muitos de outras regiões, mas principalmente aqueles trazidos da África Ocidental, como Nigéria, Benin e Togo, estão as religiões afro-brasileiras.
Observação: Esse parágrafo é para mencionar duas coisas que, em particular, são importantes para essa matéria: o Brasil já tinha índios vivendo aqui quando os portugueses chegaram em 1500, e os trabalhadores que vieram para cá, juntamente com alguns índios brasileiros, foram escravizados!
Pessoas, seres humanos em estado de escravidão estavam sendo obrigadas a fazer parte da Igreja Católica e adorar seus santos aqui no Brasil, deixando para trás toda a sua cultura e tradição de cultuar seus orixás e, o que é mais cruel, correndo o risco de muitos castigos por não obedecer àquela ordem!
Muito suor, lágrimas e sangue foram derramados nessa fase de colonização brasileira, começando por volta de 1530, com a chegada dos primeiros escravizados, passando por 1835, com a Revolta dos Malês — um povo africano de origem muçulmana (mais um ponto de sincretismo religioso) —, e acabando no dia 13 de maio de 1888, com o fim da escravidão no Brasil, assinado pela Princesa Isabel.
Mesmo sendo proibido, por toda essa fase de prisão do povo africano, os rituais da religião iorubá eram realizados às escondidas, mesmo com o risco de serem descobertos e acabarem pagando pela desobediência. Uma solução encontrada foi justamente a do sincretismo religioso, onde Olodumare, ou também chamado de Olorum, a divindade suprema dos iorubás, foi facilmente assimilado a Deus, Criador do céu e da terra; o orixá da criação, paz e sabedoria, Oxalá, foi sincretizado com Jesus Cristo; Ogum com São Jorge, por serem guerreiros, e assim por diante, dando início às religiões tituladas afro-brasileiras.
A capital do estado da Bahia foi um dos lugares onde mais se desembarcou esse povo escravizado, tendo assim uma maior concentração de adeptos à religião iorubá; com isso, no século XIX, Salvador foi palco do surgimento do candomblé.
Não existe uma data específica de quando o Candomblé foi criado, mas as tradições dos iorubás (nagôs), jejes e bantos (de Angola) foram unidas ao catolicismo e agora não precisavam mais se camuflar — não era mais uma estratégia de adaptação e sobrevivência àquela imposição: eles estavam livres! Na história, a prática dessa religião era mantida em segredo, não tendo assim uma data exata de quando ela começou, mas sabe-se que se desenvolveu e consolidou entre os séculos XVI e XIX.
Quanto ao registro mais antigo de um terreiro, foi em Salvador, o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, fundado em 1830 com o nome de Ilê Axé Iyá Nassô Oká.
Bem depois, em 1975, a Lei Federal 6.292 foi criada e menciona o passível tombamento de patrimônio material ou imaterial de terreiros de Candomblé. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável, registrou a casa mencionada acima em 1984.
Além de ter sido a primeira casa a ser tombada, dois anos depois ela foi inscrita nos Livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.
Uma outra religião afro-brasileira, que em tese é mais nova, é a Umbanda: ela foi fundada no dia 15 de novembro de 1908 por Zélio Fernandino de Moraes, em Neves, um distrito de São Gonçalo, cidade do estado do Rio de Janeiro.
Porém, pesquisando sobre a origem da Umbanda, dois termos foram achados e associados à religião: o Calundu e o Cabula.
No primeiro, o termo vem da palavra de origem quimbundo “quilundu”, significando “espírito ancestral que incorpora em uma pessoa, como um curandeiro”. Essa prática espiritual afro-brasileira envolvia tambores, cânticos, danças e também a incorporação de espíritos, e esses rituais tinham um forte caráter de cura e adivinhação.
Os relatos desses rituais começam no século XVI, sendo talvez o mais importante registro o calundu presente em uma das poesias de Gregório de Matos, considerado o mais importante poeta do Barroco brasileiro: “Que de quilombos que tenho / Com mestres superlativos, / Nos quais se ensinam de noite / Os calundus e feitiços.”
Ao longo da história, vários outros relatos de Calundu foram registrados; entre muitos, está o da pintura de Zacharias Wagener em 1641 e o da prática flagrada em 1646, quando visitantes da Santa Inquisição viram o congolês Domingos Umbata realizando tal ritual.
Falando um pouco de Cabula, descendente direta do Calundu, considerada por muitos uma “religião avó” da Umbanda e também “mãe” da macumba — que são os rituais da Umbanda —, seus primeiros registros aconteceram no final do século XIX.
Não se esquecendo da ancestralidade dessa religião, que veio do Calundu, que passou pelo período da escravatura aqui no Brasil, que antes disso veio da África, devemos nos lembrar do importante fato de que o Cabula foi documentado recentemente, em 1901. Esse registro foi feito no Espírito Santo por Dom João Batista Correa Nery.
O Cabula, na sua origem cultural, ou seja, na sua forma original de culto, é uma religião praticamente extinta — não há registros de que hoje em dia alguma casa exerça tal prática —, porém muitas de suas características formam um dos pilares da umbanda.
A Umbanda, que é oficialmente uma religião nova, com apenas 118 anos de fundação, tem suas raízes vindas do cabula, do calundu, da África, vinda com os escravizados, principalmente aqueles da cultura e religião iorubá, onde todos os ensinamentos foram passados de geração para geração, sem nenhum tipo de registro; por isso tudo, fica difícil dizer quando tudo começou, mas pesquisas mostram que há estudiosos que afirmam que o culto aos orixás, a crença nessas divindades — que, entre outras coisas, são associadas às forças da natureza —, existe há cerca de 3000 anos.
Tanto o Candomblé quanto a umbanda são religiões afro-brasileiras e cultuam os orixás, porém a diferença está em como esses rituais acontecem. No candomblé, foca-se mais nos rituais aos orixás propriamente ditos; já na umbanda, além dessa adoração, os rituais seguem com a incorporação de entidades, guias espirituais, que se manifestam em pessoas com mediunidade, os chamados médiuns; seus cultos são mais abertos ao público, que são chamados de consulentes, focando na caridade, na orientação, na cura e também na assistência espiritual.
Além de todo esse legado que a umbanda traz, não devemos deixar de lembrar de todo sincretismo religioso que ela representa. Começando com o catolicismo, considerado o mais importante sincretismo com a umbanda, temos o orixá Olorum, ou também chamado Olodumare ou Zambi, que na cultura iorubá é o Ser Supremo, o Criador do universo e o Deus supremo, onde foi assimilado ao Deus da Igreja Católica, por ter o mesmo significado. O Orixá Oxalá foi associado a Jesus Cristo, por toda a sua paz, sabedoria e outras qualidades dessas divindades.
Além disso, todos os demais Orixás da umbanda têm um sincretismo com santos da Igreja Católica: Ogum com São Jorge ou Santo Antônio, Iemanjá com Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora dos Navegantes, Iansã com Santa Bárbara, e assim por diante.
Seguindo a mesma ideia de sincretismo religioso com o catolicismo, podemos ainda encontrar as orações, como o Pai Nosso e a Ave Maria, que são utilizadas em seus rituais; altares com imagens de santos católicos, que estão presentes em todas as casas de axé; as velas e também as cores, onde o branco representa tanto Oxalá quanto Jesus Cristo.
O conceito teológico também foi levado em consideração nesse sincretismo: o Deus Supremo e único, o conceito do Bem e do Mal (que não é o Diabo, e sim a maldade humana) e, principalmente, a caridade — algo que também se aplica em outro lado desse sincretismo, que é com o kardecismo.
Essa filosofia do espiritismo também se refere à reencarnação, à comunicação com os espíritos e à evolução espiritual do médium.
E, por fim, crenças indígenas, onde os espíritos desses índios que evoluíram se manifestam em médiuns como sendo os caboclos.
Como resumo de tudo o que foi descrito acima, podemos concluir que as religiões atuais foram criadas a partir de outra religião ou vieram da junção de duas ou mais crenças. Deduzimos também que elas se referem, no caso de serem monoteístas, a um único Deus, que também é chamado de Olorum, ou Zambi, ou de outro nome, mas que se refere a uma força maior e criadora de tudo.
Para terminar e servir de reflexão: Se a “Força Maior” que todos nós acreditamos é a mesma, tendo como detalhe apenas o nome, que pode ser diferente, por que temos tanta intolerância religiosa e desrespeito ao próximo nos dias atuais?
| Orixá / Entidade | Santo Católico | Datas e Regiões Principais | Características Comuns / Motivo do Elo |
|---|---|---|---|
| Oxalá | Senhor do Bonfim / Jesus Cristo | 2ª quinta após Reis (BA) / 25 de Dezembro | Ambos representam a pureza, a criação, a paz e a autoridade espiritual máxima. São figuras paternais e de luz. |
| Ogum | São Jorge | 23 de Abril (Nacional) | Eles são guerreiros, protetores contra demandas e perigos. Representam a coragem, a lei, a ordem e a força nas batalhas (físicas e espirituais). |
| Iansã (Oyá) | Santa Bárbara | 04 de Dezembro (Nacional) | Domínio sobre as tempestades, raios e ventos. Ambas são figuras femininas de temperamento forte, independentes e destemidas. |
| Oxum | N. Sra. Aparecida / Conceição | 12/10 (Nacional) / 08/12 | Ligadas à beleza, à fertilidade, ao amor e às águas doces. Representam a doçura e a proteção da vida e das crianças. |
| Iemanjá | N. Sra. dos Navegantes / Conceição | 02/02 (Sul/BA) / 08/12 (RJ/SP) | Divindades ligadas à maternidade, à proteção dos marinheiros e ao amparo emocional. Representam o aspecto materno da criação. |
| Nanã Buruquê | Sant’Ana | 26 de Julho (Nacional) | Ambas são vistas como as “avós”. Sant’Ana é a mãe de Maria; Nanã é a Orixá mais velha, ligada à sabedoria ancestral e à lama (origem da vida). |
| Oxóssi | São Sebastião | 20 de Janeiro | A associação vem da imagem de São Sebastião flechado, remetendo ao arco e flecha de Oxóssi, o caçador. Ambos protegem contra doenças e fome. |
| Xangô | São Jerônimo / São João Batista | 30/09 (S. Jerônimo) / 24/06 (S. João) | Representam a justiça severa e reta. A ligação com o fogo e o trovão (Xangô) e a autoridade da escrita e da lei bíblica (Jerônimo). |
| Omolu / Obaluaê | São Lázaro / São Roque | 17/12 (S. Lázaro) / 16/08 (S. Roque) | Ligação direta com a cura de doenças da pele, das pestes e o domínio sobre a vida e a morte (passagem espiritual). |
| Oxumarê | São Bartolomeu | 24 de Agosto (Nacional) | Oxumarê é a cobra/arco-íris que une terra e céu. São Bartolomeu é associado pela renovação e ciclos. |
| Ossaim | São Benedito / Santo Onofre | 05/10 (S. Benedito) / 12/06 (S. Onofre) | Ossaim é o senhor das folhas e da cura pela natureza. São Benedito e S. Onofre são associados pela vida humilde e ligação com as ervas e a floresta. |
| Logun Edé | Santo Expedito / São Miguel Arcanjo | 19/04 (Expedito) / 29/09 (Miguel) | Logun Edé é o príncipe da beleza e dualidade. Santo Expedito é associado pela juventude e rapidez; São Miguel pela nobreza e proteção. |
| Ewá | Santa Luzia | 13 de Dezembro (Nacional) | Ewá é a dona da vidência e do horizonte. Santa Luzia é a protetora dos olhos e da visão, criando o elo pela “capacidade de enxergar”. |
| Obá | Joana d’Arc / Santa Marta | 30/05 (Joana) / 29/07 (Marta) | Obá é a guerreira das águas revoltas. Joana d’Arc compartilha o arquétipo da mulher lutadora e sacrificada. |
| Iroko (Tempo) | São Francisco de Assis | 04 de Outubro (Nacional) | Iroko habita a árvore sagrada (Gameleira) e rege o tempo. São Francisco é o protetor da natureza, animais e plantas, unindo ambos pelo respeito ao meio ambiente. |
| Exu | Santo Antônio | 13 de Junho (Nacional) | No sincretismo de algumas regiões, Santo Antônio é associado a Exu por ser o “santo casamenteiro” e auxiliar na abertura de caminhos e busca de objetos. |
| Pombagira | Maria Madalena / Sara Kali | 22/07 (Madalena) / 24/05 (Sara) | Associadas pela força feminina, pela quebra de preconceitos e pelo auxílio em questões afetivas e de liberdade pessoal. |
| Pretos Velhos | São Benedito / Santa Efigênia | 13 de Maio (Nacional) | Representam a sabedoria dos ancestrais escravizados. São Benedito é o santo negro por excelência, simbolizando humildade e fé. |
| Ibeji (Erês) | Cosme e Damião | 27 de Setembro (Nacional) | Representam a dualidade, a pureza da infância, a alegria e a proteção das crianças. |
| Marinheiros | N. Sra. Navegantes / São Telmo | 02/02 / 14/04 | Proteção, cuidado, guia espiritual nas travessias. São Telmo é o padroeiro dos marinheiros e pescadores. Ambos são evocados para proteção em viagens marítimas e “limpeza” emocional. |
| Caboclos | São Sebastião / São João Batista | 20/01 / 24/06 | Conexão com a terra, caça e espiritualidade nativa. Força, coragem, proteção, ligação com a natureza, resistência espiritual. |
| Malandros | São Bartolomeu | 24 de Agosto | Astúcia, transformação, sobrevivência, inteligência diante das dificuldades. |
| Zé Pelintra | Santo Expedito / Santo Antônio | 19/04 / 13/06 | Rapidez nas causas difíceis e auxílio nas ruas. Ajuda nas dificuldades materiais, resolução de problemas, proximidade com o povo. |
Fernando Dias
O conteúdo acima foi elaborado por mim,
com base em diversas fontes
pesquisadas na internet e
na minha vivência pessoal!
Como eu sempre falo:
“Obrigado Deus!”
Mas, para falar a verdade,
eu agradeço também a muitas Entidades,
da Esquerda e da Direita,
Olodumare (Olorun), Orixás,
Arcanjos, em especial São Miguel,
e aos Anjos, principalmente
aquele que me Guarda!
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