Matéria Nº 9 – 17/02/2026

A palavra “quaresma” tem origem no latim quadragesima, que significa “quadragésimo”, em referência aos quarenta dias que precedem a Páscoa, um período de preparação espiritual.
No Catolicismo, a Quaresma é vivida como um tempo de preparação espiritual que se inicia na Quarta-feira de Cinzas, quando os fiéis recebem as cinzas na testa como símbolo da mortalidade humana e do chamado à conversão. Durante esse intervalo, os católicos se dedicam à oração, ao jejum e à prática da caridade, buscando uma transformação interior.
O período de quaresma finaliza oficialmente na tarde da Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés), momento em que se inicia o Tríduo Pascal — que compreende a celebração da Paixão, o Sábado Santo e termina com a ressurreição de Cristo no Domingo de Páscoa. É um tempo de profunda introspecção e penitência, no qual a Igreja convida seus membros a se aproximarem de Deus por meio da reflexão sobre suas vidas e da penitência pelos pecados cometidos.
Na Umbanda, a Quaresma é de extrema importância e também carrega a ideia de transformação e purificação, mas com um foco voltado ao equilíbrio das energias e ao fortalecimento espiritual, por ser um período delicado para a mediunidade. Trata-se de um período no qual acredita-se em uma maior movimentação de energias densas — o chamado “período de preceito” ou de “tronqueira fechada” em algumas casas. Embora os rituais de jejum não sejam tão formais quanto no Catolicismo, a prática de reverenciar os Orixás e as Entidades e a realização de rituais de limpeza espiritual, é comum. A Quaresma é vista como um momento para o indivíduo se reconectar com sua espiritualidade, buscando harmonia com o plano divino e com as forças da natureza.
Nas religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Jurema, o período correspondente à Quaresma cristã carrega um simbolismo de resguardo e purificação. No Candomblé, embora a celebração não pertença ao calendário litúrgico original africano, o período é respeitado por meio do sincretismo e da tradição brasileira, sendo um tempo em que praticantes buscam o fortalecimento das energias e a renovação espiritual. Entre as comunidades de matriz africana no Brasil, esse é um tempo de reverência aos ancestrais e Divindades, buscando proteção e equilíbrio contra influências negativas.
Nas igrejas evangélicas, a observância da Quaresma varia significativamente entre as denominações. Igrejas de tradição histórica ou litúrgica, como a Anglicana e a Luterana, mantêm o calendário cristão e praticam o jejum e a imposição de cinzas. Já nas denominações Pentecostais e Neopentecostais, a Quaresma raramente é celebrada como uma data formal no calendário. Nestas, o foco recai sobre a “Campanha” ou períodos de jejum individual e coletivo que podem ocorrer em qualquer época do ano, priorizando a autoridade das Escrituras e a relação direta com o Espírito Santo, sem a obrigatoriedade dos ritos litúrgicos tradicionais.
Em outras religiões, como o Islã, o Judaísmo e o Hinduísmo, também existem períodos de privação e purificação, embora com diferentes significados. No Islã, o mês do Ramadã (que em 2026 ocorre entre 18 de fevereiro e 18 de março) é o período de jejum e reflexão sobre o autocontrole. No Judaísmo, o Yom Kippur (celebrado do pôr do sol de 11 de outubro até o anoitecer de 12 de outubro de 2026) é o dia do perdão e da purificação, encerrando os dez dias de arrependimento iniciados no Rosh Hashaná. No Hinduísmo, há festivais de meditação e jejum, como o Navaratri (que em 2026 tem suas principais celebrações entre 21 e 29 de março, e novamente de 11 a 19 de outubro), dedicados ao fortalecimento espiritual e à purificação da mente
Independentemente da religião ou cultura, a Quaresma, de formas variadas, carrega a mensagem de reflexão e autotransformação. Cada tradição tem suas particularidades, mas em todas existe o intuito de buscar uma aproximação com o sagrado e o fortalecimento da fé. O respeito pelas diferentes crenças é essencial, pois a diversidade religiosa enriquece a compreensão humana sobre a espiritualidade e o caminho para a paz interior.
Fernando Dias
O conteúdo acima foi elaborado por mim,
com base em diversas fontes
pesquisadas na internet e
na minha vivência pessoal!
Como eu sempre falo:
“Obrigado Deus!”
Mas, para falar a verdade,
eu agradeço também a muitas Entidades,
da Esquerda e da Direita,
Olodumare (Olorun), Orixás,
Arcanjos, em especial São Miguel,
e aos Anjos, principalmente
aquele que me Guarda!
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